Projeto de MT quer levar grupo para gravidade zero como no espaço

Exibindo IMG_3799.JPGSempre inspirada pelo astronauta brasileiro Marcos Pontes, a aspirante à astronauta de Mato Grosso, a jovem, Maria Gislanny, além de estar à frente do projeto Missão X que leva estudantes em diversas atividades a treinarem como um astronauta, agora não tira o pensamento do futuro e quer levar mais mato-grossenses com ela. Seu novo projeto é o Zero-G, que, segundo ela, assim como os demais projetos que já realizou, é mais um passo que dá rumo ao espaço. Este projeto treina pessoas para flutuar em gravidade zero, só que dentro da atmosfera terrestre, a bordo de um avião.

“É sobre inspirar que se trata meu novo projeto (Zero-G). Um belo dia eu estava assistindo matéria sobre os voos parabólicos com duas amigas, Aline e Laís, e minha irmã, Geissiane. Então pensei, por que não EU dentro deste avião? Ou melhor: Por que não NÓS e outros jovens dentro deste avião? Difícil é, e muito! Impossível não! Conversei com as meninas e elas são curiosas a respeito de ciências, então, decidi lançar um desafio a todas nós: o que acham de ir à NASA? E quem sabe até, fazer um voo como este? Não importa se somos pobres e custa caro! Nós temos determinação. Eu estive na NASA em 2016, foi um ano de muitas batalhas, mas o resultado foi uma experiência mágica, e se eu pudesse, com certeza levaria muitas outras pessoas comigo. É uma viagem que marca a vida de uma pessoa profundamente, que inspira a seguir em frente, e muitos jovens hoje precisam disso, eu precisava disso também, todos nós precisamos de incentivo, de uma dose de motivação constante, é preciso derrubar barreiras, enfrentar obstáculos e nos impor desafios e vencê-los para seguir em frente e sonhar…”, revela a estudante.

Então ela e alguns colegas que gostam de ciências (cada um quer seguir uma profissão distinta), mas todos curiosos, corajosos e que ousam sonhar, compõem hoje o grupo de estudo e pesquisa “Zero-G”. Nele o grupo estuda inglês, física, astronomia, astronáutica e aviação. “Se vamos à NASA este ano, ou ano que vem ou daqui há cinco anos, não importa, o importante é tentar, vamos criar projetos de pesquisa e pedir patrocínio em todo Brasil. Podemos não conseguir, mas pior que não conseguir é não tentar. E tenho certeza que todos terão grande aprendizado com esse novo grupo de estudos”, garante Gislanny.

Astronauta por um dia

Enquanto o grupo se prepara para esta experiência quem ficou com vontade pode fazer um voo em gravidade zero através da Agência de Turismo Marcos Pontes que oferece esta oportunidade a qualquer pessoa de “voos parabólicos” na Rússia e nos Estados Unidos com aviões especialmente preparados para testar os efeitos da microgravidade. “Tudo com valores bem mais acessíveis que um voo turístico espacial! Você poderá ter a mesma sensação de um astronauta no espaço, flutuando livre da gravidade terrestre”, diz matéria de divulgação da empresa.

O corpo ficar em gravidade zero em um avião é possível, segundo os responsáveis pela agência, graças à manobras chamadas “parábolas”, que são realizadas pelos aviões laboratórios de microgravidade. Nesses aviões, em vez de poltronas, existem paredes acolchoadas e, em vez de um simples passeio, a pessoa terá uma aventura incrível!

A microgravidade é obtida com as manobras que são as mesmas usadas para o treinamento dos cosmonautas e astronautas para trabalhar e viver no ambiente de gravidade zero encontrado na Estação Espacial Internacional (ISS na sigla em inglês). O voo parabólico é um perfil de voo, realizado por um avião de passageiros, composto por subidas e descidas que se assemelham ao desenho de parábolas invertidas. No topo de cada parábola a aceleração da curva equilibra a aceleração da gravidade causando um efeito semelhante ao encontrado no espaço: microgravidade.

Cada intervalo de microgravidade durante o voo parabólico dura em média 20 a 30 segundos e, no total, são realizadas de 10 a 20 parábolas em um voo. Tempo suficiente para MUITA diversão!

Os voos são acompanhados por instrutores altamente treinados para zelar pela segurança e diversão dos turistas. Os aviões são forrados por dentro para que os passageiros nas diversas fases das parábolas estejam protegidos de qualquer lesão.

(Adriana Nascimento – Space News MT com informações do site Agência de Turismo Marcos Pontes)

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